CSB DEFENDE MAIOR DEBATE SOBRE A REFORMA DA PREVIDÊNCIA

CSB defende maior debate sobre Reforma da Previdência

Em reunião com Rodrigo Maia, presidente da Câmara, centrais destacaram pontos fundamentais do projeto; Maia se mostrou disposto a ouvir as propostas do movimento sindical

Na tarde desta terça-feira (21), o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, recebeu os representantes da centrais sindicais para dialogar sobre a reforma da Previdência Social. A CSB foi representada no encontro por Flávio Werneck, vice-presidente, pelo secretário-geral Alvaro Egea e Cosme Nogueira, secretário de Formação Sindical. A Central dos Sindicatos Brasileiros defendeu o amplo diálogo entre o Congresso e a centrais sindicais quanto à PEC 287/16.

Na ocasião o porta voz da CSB foi o secretário-geral Alvaro Egea, que demonstrou preocupação com a celeridade que a proposta está tendo dentro do Congresso. “Com cinco sessões da Câmara já começam a entrar emendas, que muitas vezes não são de interesse do trabalhador. Queremos que o projeto seja amplamente debatido com o movimento sindical e a sociedade, pois essa reforma atinge a economia nacional e mexe com vida de todos os brasileiros. A PEC como está atualmente é inaceitável. Não vamos aceitar idade mínima, não iremos compactuar com a proposta de mudança de sistema previdenciário para os trabalhadores rurais”, afirmou.

As centrais entregaram uma cartilha para o presidente da Câmara que traz todas as consequências que reforma da Previdência irá trazer para os trabalhadores. O material elaborado pelas seis centrais sindicais reconhecidas recebeu o nome de “Nenhum Direito a Menos”, e, além de críticas ao projeto, apresenta soluções para as mudanças apresentadas pelo governo.

De acordo com Egea,  Rodrigo Maia se comprometeu a realizar duas audiências públicas para debater a PEC 287 e a levar as propostas do movimento sindical para o relator do projeto. “Nós vamos mobilizar os trabalhadores e continuar essa luta contra os retrocessos nos direitos trabalhistas. Dia 15 de março, no dia nacional de mobilização, queremos ver os trabalhadores unidos contra essa medida”, destacou o secretário-geral.

O vice-presidente da CSB, Flávio Werneck, se manifestou contra o item da PEC que propõe retirar da Constituição Federal o artigo que reconhece a atividade de risco dos profissionais de segurança pública nos critérios de concessão da aposentadoria. “Se essa reforma for aprovada, o Brasil para de reconhecer a atividade de risco na Constituição Federal como atividade nociva à saúde, colocando o profissional de segurança pública na regra geral de aposentadoria. Ao invés de 30 anos de contribuição, um policial federal, por exemplo, precisará de 49 anos de contribuição para ter 100% da média. Os policiais têm uma função diferenciada e de alto risco, por isso precisam ser tratados como diferenciados no momento da aposentadoria”, disse Werneck. Além disso, o dirigente também destacou que durante a reunião os dirigentes sindicais reivindicaram livre acesso aos plenários da Câmara.

“Essa reunião foi fundamental para discutirmos pontos essenciais na reforma da Previdência. Não adianta dizermos que não aceitamos a PEC 287, temos que dialogar a apresentar soluções. Temos que trabalhar em defesa dos trabalhadores, do crescimento econômico, desenvolvimento e da geração de emprego”, destacou o secretário de Formação Sindical Cosme Nogueira.

PEC 287

A Proposta de Emenda à Constituição 287  propõe extinguir a aposentadoria por tempo de contribuição; estabelecer uma idade mínima de 65 anos para o acesso ao benefício; equiparação de regras para homens e mulheres, trabalhadores urbanos e rurais, do setor público e privado; desvinculação de pensões e benefícios assistenciais do salário mínimo e proibição do acúmulo de aposentadorias e pensões.

Caso aprovada, a proposta também exigirá o mínimo de 25 anos de contribuição para trabalhadores do Regime Geral de Previdência Social (RGPS) e do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS), o que corresponderá a 300 contribuições (atualmente, são necessárias 180 ou 15 anos de contribuição). De acordo o Dieese, “o forte enrijecimento da regra de acesso ao benefício não é [algo] trivial no mercado de trabalho brasileiro, em função da rotatividade, da informalidade e ilegalidade nas contratações, dos períodos de desempregos e das frequentes transições entre atividade e inatividade econômica”.

Fonte: CSB

Compartilhe:
  • Print
  • email
  • PDF
  • RSS
  • Add to favorites
  • Facebook
  • del.icio.us
  • Digg
  • Google Bookmarks
  • LinkedIn
  • MSN Reporter
  • Live
  • Yahoo! Buzz

Post to Twitter

Publicado em Política, Sindical | Deixar um comentário

MOVIMENTO SINDICAL MT GANHA FORÇA COM CSB E GALLI

Movimento sindical MT ganha força com CSB e Galli

Prestes a ter sua sede estadual inaugurada no mês de junho a Central dos Sindicatos Brasileiros em Mato Grosso (CSB/MT) organiza suas bases neste território para fortalecer suas ações estratégicas. A vice-presidente nacional e também presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Sistema Agrícola, Agrário, Pecuário e Florestal do Estado de Mato Grosso (Sintap), Diany Dias, esteve reunida, no último dia 17, com representantes de outras entidades sindicais afiliadas à Central para esse fim e, principalmente em relação à Reforma da Previdência, bem como a de defesa da saúde e dos direitos dos trabalhadores que, nos últimos anos, vêm sendo deliberadamente aviltados em sua dignidade e meios de atender de forma decente à população.

Na ocasião, o deputado federal, Victório Galli (PSC), em atendimento de convite de Dias, conversou com os presidentes de entidades que estiveram presentes à reunião da CSB/MT e prometeu que seu gabinete está de portas abertas para receber propostas de melhora do serviço público e demais entidades ligadas à iniciativa privada que também fazem parte da Central. Esta abertura, conforme a presidente do Sintap, Diany Dias, é um conforto para que as demandas da população sejam ouvidas e fortalecidas em seu atendimento.

No mesmo dia os representantes sindicais também foram conhecer o prédio onde será a sede estadual da CSB, localizada no bairro Morada do Ouro, em Cuiabá. O local deve ser inaugurado em junho deste ano e será um local de referência para alavancar a força dos trabalhos sindicais em Mato Grosso.

Fonte: Adriana Nascimento – Assessoria Sintap

Compartilhe:
  • Print
  • email
  • PDF
  • RSS
  • Add to favorites
  • Facebook
  • del.icio.us
  • Digg
  • Google Bookmarks
  • LinkedIn
  • MSN Reporter
  • Live
  • Yahoo! Buzz

Post to Twitter

Publicado em Política, Sindical | Deixar um comentário

CENTRAIS SINDICAIS DEBATEM A MODERNIZAÇÃO DA LEGISLAÇÃO TRABALHISTA COM MINISTRO DO TRABALHO

Centrais sindicais debatem a modernização da legislação trabalhista com ministro do Trabalho

Dirigentes sindicais irão apresentar propostas de mudanças ao Projeto de Lei 6.787/16

Representantes das centrais sindicais se reuniram com o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, no dia 16 de fevereiro, para debater o Projeto de Lei 6.787/16, que dispõe sobre a modernização das leis trabalhistas. O encontro foi presidido por Ronaldo Nogueira e contou com a participação do relator do PL na Comissão Especial da Câmara, o deputado federal Rogério Marinho (PSDB/ RN).

A reunião aconteceu por ocasião do Grupo de Trabalho coordenado pelo governo, que debate a reforma com as centrais sindicais. O GT, de caráter técnico, teve início em 1º de fevereiro e é um espaço que os representantes das centrais tem usado para debater e aprimorar o Projeto de Lei de modernização da Consolidação das Leis do Trabalho, proposto pelo governo. A Central dos Sindicatos Brasileiros foi representada pelo secretário-geral Alvaro Egea e pelo assessor jurídico Hélio Gherardi.

O PL prevê, a partir dos acordos coletivos, possibilidade de flexibilização em 13 pontos específicos dos contratos de trabalho. Entres eles, estão: jornada de 220 horas mensais; fracionamento de férias em até três vezes; participação nos lucros da empresa; intervalo de trabalho com mínimo de 30 minutos; banco de horas; trabalho remoto; remuneração por produtividade; e registro de jornada.

Durante o encontro, o relator declarou que não entrou nessa relatoria com ideia fixa – preconcebida sobre os temas tratados no PL 6.787/16. “Rogério Marinho se mostrou disposto a debater sobre os principais temas do projeto. Ele está ciente de que a legislação trabalhista precisa ser atualizada, que há um vácuo na legislação, permitindo interpretações diferentes nas varas do Trabalho de 1º grau e que há um número excessivo de ações trabalhistas. O deputado também defendeu o fortalecimento da negociação coletiva, com a retirada da tutela do Estado dessa relação”, contou Egea. O deputado terá dois meses para dialogar com as centrais sindicais e com a sociedade civil as mudanças que lei trará.

No fim da reunião, os representantes das centrais sindicais concordaram em apresentar até o dia 6 de março uma nova proposta sobre o PL 6.787. Também ficou agendado que haverá uma reunião com os representantes das centrais na sede do Dieese, em São Paulo, no dia 23 de fevereiro para elaboração de propostas de aperfeiçoamento do projeto que serão levadas ao ministro do Trabalho.

De acordo com Alvaro Egea, os dirigentes sindicais não podem perder esta oportunidade de debater as mudanças nas leis trabalhistas aberta pelo Ministério do Trabalho. “Nós da CSB estamos focados em apresentar propostas de melhoria do Projeto de Lei. Defendemos que o sindicato seja o condutor da eleição do representante sindical no local de trabalho, que deve começar com empresas de 50 empregados. Também defendemos a revisão na lei  para incluir os honorários de sucumbência,  a regulamentação da contribuição assistencial, assim como o fortalecimento da negociação  coletiva, afastando condutas  antissindicais  das empresas e a validade das cláusulas  dos acordos coletivos  até que nova negociação  seja concluída. Além  da retirada do comum acordo para sair do impasse das negociações, destravando a negociação coletiva por conta do esvaziamento do direito de greve e das multas milionárias impostas aos sindicatos e seus dirigentes pela Justiça do trabalho”, afirmou o dirigente.

Cartilha

No encontro, o ministro Ronaldo Nogueira divulgou uma cartilha de 15 páginas com perguntas e respostas sobre o Projeto de Lei 6.787, que será entregue aos 513 deputados.

Fonte: CSB

Compartilhe:
  • Print
  • email
  • PDF
  • RSS
  • Add to favorites
  • Facebook
  • del.icio.us
  • Digg
  • Google Bookmarks
  • LinkedIn
  • MSN Reporter
  • Live
  • Yahoo! Buzz

Post to Twitter

Publicado em Política, Sindical | Deixar um comentário

SENPA REALIZA TERCEIRO ENCONTRO DE FORMAÇÃO SINDICAL DO PARÁ

SENPA realiza terceiro encontro de formação sindical do Pará

Evento debateu a realidade da categoria e contou com palestra sobre a reforma da Previdência

Com o apoio da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), o Sindicato dos Enfermeiros do Estados do Pará (SENPA) realizou na última sexta-feira (17) e sábado (18), na sede campestre da entidade, na cidade de Benevides (PA), a terceira edição do encontro de formação sindical do estado do Pará, que teve como objetivo a capacitação e melhora na organização sindical nos locais de trabalho, além de lutas de classes e democratização dos meios de comunicação e sindical.

O evento contou com a participação de aproximadamente 50 dirigentes, que representaram sindicatos dos enfermeiros de diversas cidades do Estado. O encontro abordou assuntos nacionais como a reforma previdenciária e temas mais específicos, como Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR), reposição salarial, condições de trabalho, funcionamento adequado e transparente nos conselhos de saúde, além de demissões involuntárias e substituições de profissionais experientes.

Segundo a presidente do SENPA, Antonia Trindade, além de discutir esses temas, foram estabelecidas metas. “Tratamos de metas para que os profissionais daqui a 30 dias possam dar retorno dos trabalhos que eles vão desenvolver, fazendo reuniões nas secretárias de saúde e levantando problemas para que a gente consiga ajudar através de ofícios administrativos e assessoria jurídica”, falou Antônia, que fez uma avaliação positiva do encontro.

“Pela atual conjuntura do Brasil, podemos afirmar que o evento foi muito positivo. Conseguimos neste encontro anual estabelecer nossos trabalhos para o ano de 2017, principalmente, junto aos prefeitos e algumas reformas que eles estão realizando, como o não pagamento, corte de benefícios e o aumento de carga horária sem aumento de salários, entre outras”, explicou a presidente do SENPA.

O evento também foi uma preparação para outro encontro que deve acontecer em outubro ou novembro. Secretário de Formação Sindical da CSB, Cosme Nogueira foi um dos palestrantes e falou sobre as reformas da Previdência e trabalhista, além da atual conjuntura internacional. Para Nogueira, a realização deste tipo de evento é um retrato do esforço do movimento sindical.

“Eu diria que a realização desses eventos é mais do que importante; eles são necessários, pois esses dirigentes sindicais são indispensáveis elos entre a base e a Central. No estado do Pará, o movimento sindical é diferenciado, as pessoas viajam 24 horas de barco e depois mais duas horas de avião, o que demonstra o grau de interesse deles e como valorizam essas realizações”, falou Nogueira, que também é presidente da Federação Única Democrática de Sindicatos das Prefeituras, Câmaras Municipais, Empresas Públicas e Autarquias de Minas Gerais (FESERP-MG).

Fonte: CSB

Compartilhe:
  • Print
  • email
  • PDF
  • RSS
  • Add to favorites
  • Facebook
  • del.icio.us
  • Digg
  • Google Bookmarks
  • LinkedIn
  • MSN Reporter
  • Live
  • Yahoo! Buzz

Post to Twitter

Publicado em Sindical | Deixar um comentário

COMISSÕES DAS REFORMAS REALIZAM AUDIÊNCIAS PÚBLICAS TERÇA (21)

carteira de trabalho

As comissões especiais das reformas da Previdência (PEC 287/16) e da trabalhista (PL 6.787/16) realizam, nesta terça-feira (21), audiências públicas de instrução das propostas. Ambas realizarão mais reuniões até quinta-feira (23)

Reforma da Previdência

A comissão especial da PEC 287/16 debate, nesta terça-feira (21), às 14h, no plenário 1, o Regime Geral da Previdência Social (RGPS). Este regime tem caráter contributivo e de filiação obrigatória. Entre os contribuintes, encontram-se os empregadores, empregados assalariados, domésticos, autônomos, contribuintes individuais e trabalhadores rurais.

Estão na agenda de debates, ainda, outros temas como: 1) a alteração do número mínimo de contribuições: informalidade e incentivo à contribuição; 2) fixação de idade mínima; 3) alteração da fórmula de cálculo das aposentadorias; e 4) regras de transição.

Foram convidados para esta terceira audiência pública os presidentes das centrais sindicais: da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah; da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Adilson Araújo; da Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), José Calixto Ramos; da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), Antonio Neto; do representante do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Rogério Nagamine; do diretor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Clemente Ganz Lúcio; e o presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Leonardo de Melo Gadelha.

Reforma trabalhista

A comissão especial que analisa o PL 6.787/16 se reúne, nesta terça-feira (21), para nova audiência pública, às 14h30, no plenário 2.

Os deputados vão discutir o Direito Coletivo do Trabalho, que trata da representação dos trabalhadores, organização sindical, e de direitos como greve.

Foram convidados um representante do Tribunal Superior do Trabalho (TST), o advogado José Eduardo Pastore, ligado à Confederação Nacional da Indústria (CNI) e à Fiesp, e o procurador Renan Bernardi Kalil, que coordena a área sindical do Ministério Público do Trabalho.

Fonte: DIAP

Compartilhe:
  • Print
  • email
  • PDF
  • RSS
  • Add to favorites
  • Facebook
  • del.icio.us
  • Digg
  • Google Bookmarks
  • LinkedIn
  • MSN Reporter
  • Live
  • Yahoo! Buzz

Post to Twitter

Publicado em Política | Deixar um comentário

COM REFORMA, PREVIDÊNCIA DO BRASIL FICA MAIS RÍGIDA QUE A DE PAÍSES RICOS

Com reforma, Previdência do Brasil fica mais rígida que a de países ricos

Se aprovada nos termos atuais, a reforma da Previdência vai colocar o Brasil entre os países com regras mais rígidas para aposentadoria.

Pela proposta do governo, quem contribuir por menos de 25 anos não terá direito a se aposentar mesmo que alcance a idade de 65 anos.

Em outros países é possível se aposentar com tempo menor de contribuição, mas o benefício pode ser menor que o salário mínimo, o que não é permitido no Brasil.

Cumpridos os 25 anos, o brasileiro receberá 76% do benefício. O valor integral só será pago a quem trabalhar 49 anos, regra também mais dura que de outros países.

Hoje, brasileiros se aposentam após contribuir por 30 anos (mulheres) ou 35 anos (homens). Quem não consegue atingir essa regra pode se aposentar por idade (mulheres de 60 anos e homens de 65 anos), desde que tenha contribuído por 15 anos.

Marcelo Caetano, secretário da Previdência, afirma que a proposta de reforma está no “meio do caminho” entre os dois sistemas atuais.

A justificativa do governo para a reforma é o aumento da proporção de idosos em relação à de jovens.

Países que já passaram por essa transição demográfica têm regras mais flexíveis. Na OCDE, grupo dos países mais desenvolvidos do mundo, um trabalhador consegue o benefício integral após contribuir em média por 44 anos.

O tempo mínimo para ter acesso a algum percentual da aposentadoria também é menor. Na Alemanha, por exemplo, são exigidos cinco anos e nos Estados Unidos, dez.

Esses sistemas não são vinculados ao salário mínimo, e o valor da aposentadoria em relação à renda média do trabalhador é inferior ao que é pago pelo INSS.

Na Espanha, por exemplo, 15 anos de contribuição dão direito a 50% do benefício. Cada mês adicional de trabalho aumenta esse percentual.

Nos Estados Unidos, o tempo de contribuição é de 35 anos. Mas, se aos 67 anos o trabalhador não tiver alcançado esse tempo mínimo, ele poderá se aposentar com o benefício reduzido.

“Exigir um mínimo de 25 anos de contribuição é muito rígido. Se você contribuir por 20 anos e não ganhar nada, isso quer dizer que todas as suas contribuições foram puramente impostos”, diz Hervé Boulhol, responsável pela área de aposentadoria da OCDE.

“Você deveria poder receber algo proporcional ao seu tempo de contribuição.”

Boulhol ressalta, porém, que o valor médio das aposentadorias no Brasil em relação aos salários é maior do que o pago em outros países. Para um trabalhador de renda média, o benefício equivale a 69,5% dos últimos rendimentos, diz a OCDE.

Já o benefício de um americano da mesma faixa de renda é em média 35,2%.

“O risco que corremos em diminuir esse tempo mínimo é não ter uma redução da taxa de reposição”, diz Luis Eduardo Afonso, professor da USP especialista em Previdência Social.

Fonte: Folha de S. Paulo

Compartilhe:
  • Print
  • email
  • PDF
  • RSS
  • Add to favorites
  • Facebook
  • del.icio.us
  • Digg
  • Google Bookmarks
  • LinkedIn
  • MSN Reporter
  • Live
  • Yahoo! Buzz

Post to Twitter

Publicado em Política, Sindical | Deixar um comentário

MINISTÉRIO DO TRABALHO PUBLICA INSTRUÇÃO NORMATIVA SOBRE A CONTRIBUIÇÃO SINDICAL DOS SERVIDORES PÚBLICOS

Ministério do Trabalho publica instrução normativa sobre a contribuição sindical dos servidores públicos

Nova norma define a obrigatoriedade do recolhimento da contribuição sindical dos trabalhadores prevista no artigo 580

O ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, assinou no dia 17 de fevereiro a Instrução Normativa nº 1º, que dispõe sobre a contribuição sindical dos servidores públicos.

A publicação determina que os órgãos da administração pública Federal, Estadual e Municipal, direta e indireta, deverão recolher a contribuição sindical prevista no art. 578, da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), de todos os servidores e empregados públicos, observado o disposto nos artigos 580 e seguintes da CLT. A norma passou a valer a partir da data da publicação.

Confira a integra:

MINISTÉRIO DO TRABALHO GABINETE DO MINISTRO

INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 1, DE 17 DE FEVEREIRO DE 2017

MINISTÉRIO DO TRABALHO

GABINETE DO MINISTRO

DOU de 17/02/2017 (nº 35, Seção 1, pág. 260)

Dispõe sobre a cobrança da contribuição sindical dos servidores e empregados públicos.

O MINISTRO DE ESTADO DO TRABALHO, no uso das atribuições que lhe confere o art. 87, parágrafo único, II, da Constituição Federal; e

considerando a competência estabelecida no artigo 610 da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, que permite a este Ministério a expedição de instruções referentes ao recolhimento e à forma de distribuição da contribuição sindical;

considerando a necessidade de uniformizar o procedimento de recolhimento da contribuição sindical, prevista nos artigos 578 e seguintes da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, pela Administração Pública Federal, Estadual e Municipal;

considerando que o acórdão proferido no MI 1.578, do Supremo Tribunal Federal concluiu que “é certo que o plenário do STF já sedimentou entendimento no sentido de que a regra constitucional prevista no art. 8º, IV, da CRFB reveste-se de autoaplicabilidade, de modo a dispensar uma suposta intermediação legislativa que lhe desse concretude. É dizer: o texto constitucional é bastante para que o comando irradie, desde logo, todos os seus efeitos”, resolve:

Art. 1º – Os órgãos da Administração Pública Federal, Estadual Municipal, Direta e Indireta, deverão recolher a contribuição sindical prevista no art. 578, da CLT, de todos os servidores e empregados públicos, observado o disposto nos artigos 580 e seguintes da Consolidação das Leis do Trabalho.

Art. 2º – Esta Instrução Normativa entra em vigor na data de sua publicação.

RONALDO NOGUEIRA DE OLIVEIRA

Fonte: CSB

Compartilhe:
  • Print
  • email
  • PDF
  • RSS
  • Add to favorites
  • Facebook
  • del.icio.us
  • Digg
  • Google Bookmarks
  • LinkedIn
  • MSN Reporter
  • Live
  • Yahoo! Buzz

Post to Twitter

Publicado em Política, Sindical | Deixar um comentário

“NOSSA PROPOSTA É PRÓ-TRABALHADOR, ELA TRAZ SEGURANÇA JURÍDICA”, DIZ MINISTRO DO TRABALHO EM AUDIÊNCIA PÚBLICA SOBRE PL 6787

“Nossa proposta é pró-trabalhador, ela traz segurança jurídica”, diz Ministro do Trabalho em audiência pública sobre PL 6787

Segundo Ronaldo Nogueira, a intenção do projeto de alteração das leis trabalhistas é que o trabalhador participe das Convenções Coletivas por meio de seus representantes sindicais

Aconteceu na manhã da última quinta-feira (16), na Câmara dos Deputados, em Brasília, a primeira audiência pública sobre o projeto de modernização das Leis trabalhistas enviado pelo governo ao Congresso Nacional por meio do Projeto de Lei (PL) 6.787/16. O Ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, falou sobre as oportunidades de trabalho que serão criadas para os brasileiros e da chance de dar aos trabalhadores uma oportunidade de participar da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), por meio de suas representações sindicais, para que, assim, definam a forma mais vantajosa de usufruir seus direitos.

Em sua fala na Comissão Especial da Reforma Trabalhista da Câmara, Nogueira enfatizou que o diálogo é amplo e permanente, e que durante suas visitas às entidades sindicais ficou perceptível que todos estavam com o mesmo objetivo.

“Em viagens pelo Brasil visitei sindicatos de todos os ramos de atividade, federações, confederações, centrais sindicais e confederações de empregadores, ouvi todos e cheguei à conclusão de que falavam da mesma forma. Todos querem geração de empregos, segurança jurídica e trabalho digno”, disse.

Com o projeto baseado em três eixos – consolidar direitos, proporcionar segurança jurídica e criar oportunidades de emprego –, o Ministro, explicou alguns pontos destes três alicerces.

“Nunca esteve e nunca estarão em nossas propostas qualquer medida que venha aumentar jornada de trabalho. Nunca esteve em nossas propostas qualquer medida que venha ameaçar o 13º salário, o direito ao vale-transporte, vale-refeição e descanso semanal remunerado. A segurança jurídica é fundamental para quem contrata e para quem é contratado. Nossa proposta é de dar mais força para a CCT, desde que ela não subtraia direitos. Queremos especificar a forma mais vantajosa para o trabalhador usufruir de um direito. O terceiro eixo é criar oportunidade de trabalho para todos. A proposta regulamenta o contrato por jornada parcial e aprimora mais garantias para o trabalhador no que diz respeito ao trabalho temporário, onde temos capacidade de gerar em torno de 5 milhões de empregos”, falou Nogueira.

“Precisamos unir o Brasil para que todos possamos crescer. Se nos dividirmos, não conseguiremos discutir de forma ampla os problemas que nos divide”, falou Nogueira, destacando a capacidade que o País tem de sair da crise por meio da força de trabalho do trabalhador.

A CSB participou do evento representada por Itamar Revoredo Kunert, secretário de Organização e Mobilização da Central, e por Ernesto Luiz Pereira, assessor parlamentar. O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Ives Gandra Martins Filho, e o procurador-geral do Trabalho, Ronaldo Curado Fleury também estiveram na audiência.

Fonte: CSB

Compartilhe:
  • Print
  • email
  • PDF
  • RSS
  • Add to favorites
  • Facebook
  • del.icio.us
  • Digg
  • Google Bookmarks
  • LinkedIn
  • MSN Reporter
  • Live
  • Yahoo! Buzz

Post to Twitter

Publicado em Política, Sindical | Deixar um comentário

DIEESE DIVULGA ESTUDOS E PESQUISAS SOBRE A REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Dieese divulga estudos e pesquisas sobre a reforma da Previdência

O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), com objetivo de conscientizar a sociedade e os dirigentes sindicais sobre os principais impactos das atuais reformas que estão em tramitação no Congresso, tem elaborado uma série de pesquisas e análises sobre os temas.

De acordo com o DIEESE, a reforma da Previdência é uma das questões do momento e exige especial dedicação, pois há muito em jogo. A entidade produziu, além de notas técnicas, outras pesquisas sobre o assunto, contando com a parceria de órgãos relevantes.

A convite da ANFIP (Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil), a entidade colaborou com dezenas de especialistas na produção de um profundo estudo denominado Previdência: reformar para excluir? A versão resumida está disponível no site da entidade e, em poucos dias, estará também a completa.

Acesse outros materiais elaborados pela entidade nos links abaixo:

PEC 287 – A minimização

Previdência: Reformar, para excluir?

Material das palestras ministrados no Seminário Reforma da Previdência – Desafios e ação sindical

Com informações do Dieese

Compartilhe:
  • Print
  • email
  • PDF
  • RSS
  • Add to favorites
  • Facebook
  • del.icio.us
  • Digg
  • Google Bookmarks
  • LinkedIn
  • MSN Reporter
  • Live
  • Yahoo! Buzz

Post to Twitter

Publicado em Política, Sindical | Deixar um comentário

SEMINÁRIO REFORMA DA PREVIDÊNCIA – DESAFIOS E AÇÃO SINDICAL

Nova diretoria do Sindcont-SP toma posse

Entidade representa cerca de 87 mil trabalhadores

A nova diretoria do Sindicato dos Contabilistas de São Paulo (Sindcont-SP) foi eleita com 98% dos votos. Os dirigentes que tomaram posse no dia 10 de fevereiro ficam no comando da entidade até 2019.

O presidente eleito, Antonio Eugenio Cecchinato, comandará a segunda entidade mais antiga como representante dos contabilistas. “É motivo de grande alegria poder trabalhar em prol da nossa profissão, integrando a 42ª diretoria do Sindcont-SP. Sinto-me agradecido e honrado por compartilhar a responsabilidade de gerir essa tão importante entidade com meus colegas, que formam uma equipe capacitada e eficaz. Comprometimento, empenho e paixão nos motivam a fazer esse trabalho e, quando enfim chegarmos ao dia 19 de julho 2019, comemoraremos as ações realizadas durante esses próximos anos”, afirmou Cecchinato.

De acordo com o presidente, a diretoria que tomou posse é composta por membros de antigas gestões e também por novos representantes sindicais dos contabilistas. “A manutenção de nomes das últimas gestões na atual diretoria e a abertura de oportunidades a novos profissionais contábeis mostram-se um expediente interessante, pois, ao passo que mantemos o conhecimento e a experiência anterior para continuidade de nossas atividades, incluímos novas perspectivas e opiniões para renovações e criação de iniciativas”, avaliou o dirigente.

Cecchinato se sente honrado de estar à frente do Sindicato dos Contabilistas de São Paulo, a primeira entidade contábil de São Paulo, com 97 anos de existência. “Por nossa entidade são representados mais de 87 mil profissionais contábeis atuantes no maior centro financeiro do Brasil. A responsabilidade da nossa gestão é aumentada pois, neste período, o sindicato completará 100 anos de atividades, marca que será celebrada junto a toda história de lutas, desafios, vitórias e conquistas do sindicato”.

Com o lema “Contabilidade: a estratégia para o sucesso”, a gestão 2017-2019 do Sindcont-SP tem como mote de sua atuação o “contador bidimensional”. “Esta definição refere-se ao ser humano que habita em cada profissional da contabilidade e a ele serão criadas atividades voltadas à sua vida pessoal, saúde e lazer, uma vez que as mesmas são necessárias à obtenção e administração do sucesso profissional. Tais atividades serão implementadas em complementação às iniciativas já promovidas pela entidade para educação profissional continuada e facilitação da rotina de trabalho de seus representados e associados, inclusive com ampliação destes benefícios”, explicou o presidente eleito.

No dia da posse da nova diretoria, a CSB foi representada por Itamar Revoredo Kunert, secretário de Organização e Mobilização da Central e tesoureiro da Federação Brasileira dos Administradores (FEBRAD).

Diretoria

A nova diretoria é formada por: Geraldo Carlos Lima, na vice-presidência; Antonio Sofia, como diretor financeiro; Claudinei Tonon, na direção cultural; José Roberto Soares, como diretor social; e Teresinha Maria de Brito Koide, que passa a ser diretora-secretária da entidade. Dorival Fontes de Almeida, Milton Medeiros de Souza e Nobuya Yomura atuam, respectivamente, como vice-diretor financeiro, vice-diretor secretário e vice-diretor cultural.

Na diretoria suplente atuam os seguintes profissionais da contabilidade: Carolina Tancredi de Carvalho, Celina Coutinho, Deise Pinheiro, Edna Magda Ferreira Goes, Fernando Correia da Silva, Josimar Santos Alves, Luis Gustavo de Souza e Oliveira, Marina Kazue Tanoue Suzuki e Takeru Horikoshi. No conselho fiscal efetivo, destaque para os seguintes nomes: Edmundo José dos Santos, Silvio Lopes de Carvalho e Vitor Luis Trevisan, enquanto que no conselho fiscal suplente estão Francisco Montoia Rocha, Lucio Francisco da Silva e Paulo Cesar Pierre Braga.

Fonte: CSB

Compartilhe:
  • Print
  • email
  • PDF
  • RSS
  • Add to favorites
  • Facebook
  • del.icio.us
  • Digg
  • Google Bookmarks
  • LinkedIn
  • MSN Reporter
  • Live
  • Yahoo! Buzz

Post to Twitter

Publicado em Política, Sindical | Deixar um comentário