PARA BARRAR VOTAÇÃO DO PL 4302/98, CENTRAIS SINDICAIS SE REÚNEM COM RODRIGO MAIA

Para barrar votação do PL 4302/98, centrais sindicais se reúnem com Rodrigo Maia

Entidades buscam mais diálogo sobre projeto que regulamenta a terceirização

As centrais sindicais estiveram, na tarde desta terça-feira (21), em audiência com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para tentar barrar a votação do Projeto de Lei (PL) 4302/98, que regulamenta a terceirização. As entidades acreditam que o projeto merece mais debates e apoiam votação do PL 4330/04, que está no Senado Federal.  O projeto, que seria votado nesta terça-feira, na Câmara, é a pauta única desta quarta-feira (22).

Para o secretário-geral da CSB, Alvaro Egea, que representou a Central na audiência, essa votação é uma retaliação pelas manifestações contra a PEC 287, que trata da Reforma da Previdência e que aconteceram em todo País, no último dia 15.

“Esse projeto abre as porteiras para a terceirização generalizada, ele acaba com o concurso público, desmonta toda estrutura sindical brasileira e desmonta a legislação do trabalho. Isso é um atraso e não vai diminuir os números de ações trabalhistas, pelo contrário, vai aumentar. O PL também dá anistia para dívidas de empresas, que é uma coisa absurda, pois também afeta a arrecadação do governo. É um projeto absolutamente inadequado, não houve nenhum debate, isso é na verdade uma chantagem com o movimento sindical por conta da mobilização do último dia 15. É um terrorismo com o movimento sindical” , falou.

Segundo Egea, a posição da centrais foi discutida em uma reunião com o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, na última segunda-feira (20).

“Nós pedimos para o ministro tentar suspender essa votação enquanto não votam a reforma trabalhista, que está sendo debatida no Congresso, na sociedade brasileira e em uma mesa de negociação entre o ministro, as centrais e o relator do projeto. Por isso, essa votação do 4302 é um contrassenso. No começo do debate da reforma trabalhista, que é de iniciativa do governo, você votar o projeto de terceirização que está parado há 20 anos” explicou.

As centrais voltam a se reunir com o presidente da Câmara nesta quarta-feira (22) para debater e expor pontos do PL 4330.

“O projeto 4330 já foi aprovado na Câmara. Ele passou por um longo debate com o movimento sindical e com os empresários. Então, é um projeto que traz avanços, como a responsabilidade do contratante. Há muitos pontos positivos que foram frutos de emendas, que foram feitas na sua tramitação na Câmara e que trazem garantias aos trabalhadores. Esse projeto sim deveria ser votado”, explicou Egea.

“Ele [Rodrigo Maia] disse que quem pautou a votação foi o governo e que vai colocar em votação. Na verdade, o Rodrigo Maia cumpre o que o governo determina. Nós sabemos que ele tem autonomia para pautar outros temas, ele deveria ouvir o apelo das centrais sindicais e abrir um debate, assim como ele prometeu em outras audiências”, finalizou o secretário-geral.

Fonte: CSB

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FÓRUM SINDICAL DO MATO GROSSO FAZ MOBILIZAÇÃO CONTRA A PEC 287 E PRESSIONA DEPUTADOS

Fórum Sindical do Mato Grosso faz mobilização contra a PEC 287 e pressiona deputados

Ação também visa conscientizar a população sobre os retrocessos que a Reforma da Previdência trará aos trabalhadores

Os sindicatos que compõem o Fórum Sindical do Mato Grosso espalharam cerca  48 outdoors por todo o estado cobrando voto contrário dos parlamentares que representam o Mato Grosso na PEC 287, que propõe a retirada de direitos e ameaça a aposentadoria de milhões de brasileiros.

As cidades mato-grossenses onde estão instaladas as peças publicitárias da campanha do movimento sindical são Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis, Tangará da Serra, Diamantino, Cáceres, Barra do Garças, Água Boa, Sorriso, Sinop, Alta Floresta e Pontes e Lacerda.

A ação teve início na segunda-feira (20). Nos outdoors, é possível ver os retratos dos oito deputados federais que representam Mato Grosso – Carlos Bezerra (PMDB), Valtenir Pereira (PMDB), Nilson Leitão (PSDB), Victório Galli (PSC), Fábio Garcia (PSB), Ezequiel Fonseca (PP), Adilton Sachetti (PSB) e Ságuas Moraes (PT), além dos três senadores da República pelo estado – José Medeiros (PSD), Cidinho Santos (PR) e Wellington Fagundes (PR). O outdoor contém os dizeres “Diga não à reforma da previdência! Você votou neles? Agora não deixem que eles votem contra você! Reaja agora ou morra trabalhando!”.

De acordo com o diretor nacional da CSB e diretor jurídico do Sindicato dos Profissionais da Área Instrumental do Governo do Estado do Mato Grosso (SINPAIG/MT), Wagner de Oliveira, além de pressionar os parlamentares para votar contra a PEC 287, a ação também tem como objetivo conscientizar os trabalhadores sobre o retrocesso que essa medida representa.  “Tem muitos trabalhadores que estão ignorantes quanto aos malefícios que a Reforma da Previdência trará aos brasileiros. Queremos que a mensagem ‘Reaja agora ou morra trabalhando!’ se multiplique. Nosso objetivo é que as pessoas vejam essa mensagem e compartilhem com sua rede de contatos”, afirmou o dirigente. O SINPAIG é integrante do Fórum Sindical.

Pressão nos parlamentares

Além da ação de conscientização dos outdoors por todo o estado do Mato Grosso, os membros do Fórum Sindical também se reuniram, no dia 15 de março, com a deputada estadual Janaina Riva (PMDB). Na data, foi protocolado um pedido junto à presidência da AL e às lideranças partidárias representadas pela deputada, visando à abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os fundos de previdência do Estado, o MTPrev, porque o atual governo estadual quer aumentar o percentual de desconto da previdência apenas do Poder Executivo, de 11% para 14%, sob a justificativa da existência de rombo financeiro histórico, além da alegação de ter que fazer aporte para cobrir os déficits financeiros anuais no pagamento das aposentadorias e pensões.

A deputada Janaina assumiu a liderança do processo dentro da Assembleia Legislativa com o requerimento 32/2017. Ao todo, nove deputados assinaram o requerimento de investigação. No entanto, dias após assinarem a petição, três deputados que são da base do governo anunciaram a retirada de suas assinaturas. Segundo o Fórum Sindical, caso seja comprovado o recuo da assinatura, os deputados envolvidos terão que explicar os motivos.

“Nós, servidores, conclamamos o apoio dos deputados estaduais do Mato Grosso na abertura da CPI que poderá esclarecer os desvios que aconteceram no MTPrev. Só com abertura da investigação poderemos impedir que o governo do estado aprove o teto dos gastos e a reforma administrativa”, avaliou Wagner Oliveira.

Fonte: CSB

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TEMER RETIRA SERVIDORES ESTADUAIS E MUNICIPAIS DA REFORMA DA PREVIDÊNCIA

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O presidente da República, Michel Temer, tirou da proposta de reforma da Previdência enviada ao Congresso Nacional os servidores públicos estaduais. O anúncio foi feito na noite de hoje no Palácio do Planalto. Segundo o presidente, a decisão reforça o princípio federativo e a autonomia dos estados, algo que segundo ele é exaltado pelo governo. A medida também vale para os municípios. Com a decisão, os servidores públicos estaduais e municipais saem da reforma discutida atualmente na Câmara dos Deputados.

“Vários estados já providenciaram sua reformulação previdenciária. E seria uma relativa invasão de competência, que nós não queremos levar adiante, portanto disciplinando a Previdência apenas para servidores federais”, disse o presidente, em rápido pronunciamento. A decisão faz com que professores da rede pública estadual e policiais civis estaduais, dentre outras categorias vinculadas aos governos dos estados, aguardem uma reforma específica, definida pelos governadores e deputados estaduais.

Continuam dentro da reforma apresentada pelo governo os servidores públicos federais, bem como os trabalhadores da iniciativa privada, como por exemplo os regidos pela Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT).

Com isso, Temer atende a um pedido da base governista no Congresso. “Isso agrada a base. É um pleito da base sendo atendido pelo governo. Cada estado trata dos seus funcionários e nós aqui, a nível federal, tratamos dos servidores públicos federais”, disse o deputado Carlos Marun (PMDB/MS), presidente da comissão especial criada para analisar a proposta da Reforma da Previdência.

Além de Marun, estavam presentes no pronunciamento o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (PMDB-RJ), o relator do projeto de reforma da Previdência, Arthur Maia (PPS-BA) e o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), além dos ministros Henrique Meirelles (Fazenda), Antônio Imbassahy (Secretaria de Governo) e Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência).

Temer tem se reunido nos últimos dias com parlamentares da base e ministros para tratar do tema e negociar uma aprovação o mais integral possível do texto enviado pelo Palácio ao Congresso. Ontem, o presidente recebeu sua equipe de ministros e pediu que melhorassem a comunicação entre os parlamentares da abse, esclarecendo os pontos mais importantes da reforma. Hoje, Temer conversou com o presidente do PSDB, senador Aécio Neves (PSDB-MG), que pediu alterações em pontos relacionados ao público contemplado pelo Benefício de Prestação Continuada (BPC).

Fonte: Agência Brasil

 

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CENTRAIS DIVULGAM NOTA CONTRA A PEC 287 NOS PRINCIPAIS JORNAIS DE SP

REFORMA

Em anúncio publicado na Folha de S.Paulo, Estadão e Agora, entidades criticam o projeto de Reforma da Previdência

As seis centrais sindicais reconhecidas – CSB, CTB, CUT, Força Sindical, Nova Central e UGT – divulgaram, nesta terça-feira (21), uma nota contra a PEC 287, da Reforma da Previdência, criticando a proposta do governo que estabelece “o fim das aposentadorias e dos direitos trabalhistas”.

Publicada nos jornais Folha de S.Paulo, O Estado de S. Paulo e Agora, a nota comemora o sucesso do Dia Nacional de Luta contra a PEC, realizado, em todo o Brasil, no dia 15 de março.

Leia a íntegra do material:

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Fonte: CSB

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SINDICATOS DO CEARÁ PEDEM APOIO DE DEPUTADOS DO ESTADO NA LUTA CONTRA A REFORMA DA PREVIDÊNCIA

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Parlamentares comprometeram-se a apoiar os trabalhadores durante a tramitação da PEC na Câmara

Sindicatos de Sobral, no Ceará, filiados à CSB, estiveram presentes em audiência pública para debater os impactos da Reforma da Previdência (PEC 287) na vida dos trabalhadores. A sessão foi realizada na última sexta-feira (17), na Câmara Municipal da cidade.

Durante o ato, os deputados federais cearenses Odorico Menezes (PROS-CE), Chico Lopes (PCdoB-CE), Leônidas Cristino (PDT-CE), Moses Rodrigues (PMDB-CE) e Cabo Sabino (PR-CE) assumiram publicamente o compromisso de votar contra a reforma.

Para o presidente do Sindicato dos Mototaxistas de Sobral e Região Norte, João Pereira Feijão, o ponto mais danoso da matéria é o aumento do tempo de contribuição. Se aprovada no Congresso Nacional, homens e mulheres terão que se aposentar com 65 anos. “A [nova] contagem dos anos para a aposentadoria vai deixar o trabalhador mais debilitado para o trabalho”, pontuou.

A audiência também contou com a participação de mais duas entidades filiadas: Sindicato dos Taxistas de Sobral e Sindicato dos Contabilistas de Sobral.

PEC 287

A Proposta de Emenda à Constituição 287 propõe extinguir a aposentadoria por tempo de contribuição; estabelecer uma idade mínima de 65 anos para o acesso ao benefício; equiparação de regras para homens e mulheres, trabalhadores urbanos e rurais, do setor público e privado; desvinculação de pensões e benefícios assistenciais do salário mínimo e proibição do acúmulo de aposentadorias e pensões.

Caso aprovada, a proposta também exigirá o mínimo de 25 anos de contribuição para trabalhadores do Regime Geral de Previdência Social (RGPS) e do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS), o que corresponderá a 300 contribuições (atualmente, são necessárias 180 ou 15 anos de contribuição).

Fonte: CSB

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PERNAMBUCO E MINAS GERAIS DISCUTEM A REFORMA DA PREVIDÊNCIA SOCIAL EM AUDIÊNCIAS PÚBLICAS NAS ASSEMBLEIAS LEGISLATIVAS DOS ESTADOS

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Equiparação das regras à aposentadoria entre homens e mulheres e trabalhadores urbanos e rurais foram os focos dos debates

Na luta contra a aprovação do texto original da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287, sindicalistas da CSB de todo o Brasil continuam a representar os interesses dos trabalhadores nos debates estaduais que ocorrem no País. Nesta segunda-feira (20), o vice-presidente da Central Rosivaldo Justino da Silva e a secretária da Mulher Trabalhadora, Antonieta de Faria (Tieta), estiveram presentes nas discussões sobre a Reforma da Previdência nas Assembleias Legislativas de Pernambuco e Minas Gerais, respectivamente.

Durante ambas as audiências públicas, os deputados estaduais e federais se manifestaram a favor da derrubada da PEC 287 e se comprometeram a encaminhar o parecer da sociedade ao Congresso Nacional. Segundo o vice-presidente da CSB, é uma atitude esperada já que o projeto propõe retrocessos aos direitos previdenciários das mulheres, dos trabalhadores rurais e dos professores.

“É um absurdo o que a reforma quer fazer com as mulheres e essas categorias, como a determinação de mudanças no recolhimento do INSS para os trabalhadores rurais. Se a PEC for aprovada, o profissional não contribuirá apenas com a receita bruta da sua comercialização, mas uma porcentagem definida em lei”, ressalta Rosivaldo Justino.

Apresentada em dezembro de 2016, a Proposta de Emenda à Constituição 287 também determina o estabelecimento da idade mínima de 65 anos à aposentadoria – antes de 60 anos para homens e 55 para mulheres –, a equiparação das regras de acesso para homens e mulheres, trabalhadores do setor público e privado, urbanos e rurais, além de elevar o número mínimo de contribuições necessário para o acesso ao benefício de 180 (15 anos) para 300 contribuições (25 anos).

De acordo com o presidente da Comissão Especial que trata o tema na Alepe, deputado Silvio Costa Filho (PRB), “o sentimento do povo pernambucano será levado a todos os parlamentares” – decisão ratificada pelos parlamentares da ALMG, que ainda anunciaram a criação de uma Comissão Extraordinária da Reforma da Previdência, o incentivo à mobilização dos presidentes de outras Assembleias Legislativas para fortalecer a discussão e conscientizar os deputados federais sobre as consequências da aprovação da reforma e o encaminhamento de uma moção de repúdio à PEC 287 aos presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM/RJ), e do Senado, Eunício Oliveira (PMDB/CE).

Durante a audiência na ALMG, que reuniu 11 parlamentares federais, deputados estaduais, centrais sindicais e mais de 30 entidades e instituições representativas de diversas categorias, a dirigente Antonieta de Faria também destacou a penalização que a PEC causa às mulheres. Para a sindicalista, “toda vez que vai fazer reforma no Brasil a primeira a ser atingida é a mulher”.

“A reforma que tramita no Congresso atinge a todos os trabalhadores, mas não podemos fingir que a mulher não é a mais prejudicada. Ao propor que a mulher, inclusive as trabalhadoras do campo, tenham suas regras de acesso à aposentadoria equiparadas aos dos homens, sem considerar o papel social que ela possui nos seios das famílias brasileiras, é mais do que um retrocesso trabalhista ou previdenciário, é um retrocesso nas conquistas femininas históricas”, conclui Antonieta.

Os debates entre o movimento sindical e os parlamentares em Minas Gerais e em Pernambuco seguirão fortes nas próximas semanas. Novas reuniões a respeito do tema serão marcadas.

Fonte: CSB

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SERVIDORES MUNICIPAIS DE PRESIDENTE BERNARDES (SP) DECRETAM ESTADO DE GREVE

Servidores municipais de Presidente Bernardes (SP) decretam estado de greve

Segundo sindicato da categoria, paralisação acontecerá se os trabalhadores não receberem o reajuste salarial

Em assembleia realizada na noite desta segunda-feira (20), servidores municipais de Presidente Bernardes, município a 600 km da capital paulista, decretaram de maneira unânime o estado de greve. Caso não haja uma proposta por parte do atual prefeito, Dr. Lucca (PP), os servidores – que, com data-base janeiro, ainda não receberam o reajuste salarial – devem paralisar seus serviços na próxima semana.

Segundo o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Presidente Bernardes (SINDBER), Eudes da Silva Leonardo, foi enviado ao prefeito uma proposta de 10% de reajuste nos salários e 15% no valor do vale-alimentação. O prefeito tem o prazo até sexta-feira (24) para dar uma resposta aos servidores.

“Mesmo com uma lei municipal, o prefeito não quer dar o nosso aumento. Após marcarmos a nossa assembleia, o prefeito entrou em contato e sinalizou que quer negociar. Por isso, vamos esperar até sexta-feira. Se a proposta não for razoável, no começo da próxima semana vamos fazer o comunicado de greve e realizar as paralisações”, disse Leonardo.

A Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), por meio de seu membro da Direção Nacional, Mauro José Pereira, esteve presente na assembleia e apoiará os servidores se eles decidirem pela paralisação.

“Caso a greve aconteça, a CSB e Federação estarão presentes. Vamos ajudar os servidores em toda movimentação, na logística e carro de som”, falou Pereira, que também é presidente da  Federação  dos Servidores Públicos Municipais do Estado de São Paulo (FESERP-SP)  e vice-presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Araçatuba e Região (SISEMA).

Pereira também informou que já há uma mediação deste caso na Procuradoria do Trabalho.

“Este prazo de sexta-feira foi pedido pelo prefeito em uma audiência que aconteceu na Procuradoria do Trabalho semana passada”, completou.

Para Leonardo, do SINDBER, o apoio da CSB traz mais credibilidade na hora de negociar com o prefeito. “É muito importante ter essa parceria, sempre que precisamos tem alguém que nos acompanha. Com certeza, isso nos dá mais força na hora de negociar com o prefeito e brigar pelos nossos direitos”, finalizou o presidente.

Fonte: CSB

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VEREADORES DE ACOPIARA (CE) APOIAM LUTA DA CSB CONTRA A PEC 287

Vereadores de Acopiara (CE) apoiam luta da CSB contra a PEC 287

Apoio foi declarado durante audiência pública na Câmara Municipal, onde se reuniram cerca de 300 pessoas

Para debater as mudanças propostas pela PEC 287/2016 aos direitos previdenciários dos trabalhadores do campo, a CSB participou, na última sexta-feira (17), da audiência pública realizada na Câmara Municipal de Acopiara (CE). A mais de 380 km da capital Fortaleza, dirigentes sindicais, representantes da OAB no Ceará, da Procuradoria Federal e membros da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) do município ainda discutiram a equidade das regras de acesso à aposentadoria para homens e mulheres e o reflexo da reforma na economia da cidade.

A audiência aconteceu por iniciativa do presidente do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Acopiara (STTR), José Osmir, com o apoio do vereador Vicente Júnior (PDT). De acordo com o vice-presidente da CSB Francisco Moura, o objetivo da promoção do debate foi o de conscientizar a população e levar a reivindicação dos cidadãos de Acopiara até o Congresso Nacional. A discussão a respeito da Proposta de Emenda à Constituição 287 reuniu cerca de 300 pessoas.

“Garantir e ampliar os direitos dos trabalhadores é a principal tarefa da CSB, portanto somos contra a PEC da morte; somos contra qualquer projeto que queira desmontar a Previdência Social para atender o clamor dos bancos e seguradoras. É inaceitável o que a reforma propõe às mulheres e aos rurais. No caso das trabalhadoras, eles querem retirar a conquista histórica de mães de famílias se aposentarem com cinco anos a menos do que os homens, sendo que elas possuem jornada dupla. E no dos rurais, como aumentar a idade mínima de aposentadoria para mais de 5, 10 anos a um profissional que trabalha de sol a sol?”, ressalta Moura.

Além do estabelecimento da idade mínima de 65 anos (antes, de 60 anos para homens e 55 para mulheres) e do aumento do tempo de contribuição (de 15 para 25 anos), a Reforma da Previdência Social também determina uma alteração no recolhimento ao INSS para os trabalhadores rurais. Hoje, a contribuição à Previdência é calculada sobre o resultado da comercialização (receita bruta) da produção agrícola. Com a PEC, a categoria passará a contribuir ao INSS uma alíquota definida de modo individual e periódico. Esta alíquota será incidente sobre o limite do salário de contribuição para o Regime Geral de Previdência Social (RGPS) nos termos e prazos definidos em lei.

Ainda segundo o dirigente, a principal fonte de renda dos moradores da cidade vem dos recursos da Previdência, o que afeta o comércio local. “Por isso, é importante realizarmos esses debates nas cidades. Os vereadores são uma ligação direta com os deputados e senadores. Precisamos convencê-los sobre a maldade que é esta PEC para que eles também possam convencer os parlamentares e conseguir apoio à nossa causa em defesa dos direitos previdenciários”, conclama.

Na audiência, todos os vereadores se posicionaram contra a aprovação da reforma e o presidente da Câmara Municipal, Cícero Teixeira de Oliveira, se comprometeu a encaminhar a reivindicação do povo de Acopiara à Câmara dos Deputados. Também participou do debate o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Sistema de Operação, Sinalização, Fiscalização, Manutenção e Planejamento Viário de Fortaleza e Região Metropolitana (Sindviários), Wladimir Stenio.

Fonte: CSB

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CENTRAIS PEDEM APOIO AO MINISTRO DO TRABALHO PARA ADIAR VOTAÇÃO DO PROJETO DE LEI DA TERCEIRIZAÇÃO

Centrais pedem apoio ao ministro do Trabalho para adiar votação do projeto de lei da terceirização

Para as entidades, o PL 4302/98 deve aguardar a votação da Reforma Trabalhista (PL 6787/2016)

Em reunião com as seis centrais sindicais na manhã desta segunda-feira (20), o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, comprometeu-se a tentar adiar a votação do Projeto de Lei sobre a terceirização (PL 4302/98), que tramita na Câmara dos Deputados. A apreciação da pauta no Plenário da Casa está agendada para terça-feira (21).

Aos dirigentes, Nogueira disse que, para que seja concretizado o adiamento, falará com o Ministério da Casa Civil, com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e com o líder do governo, o deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP-PB).

Para as centrais, o PL 4302/98 deve aguardar a votação da Reforma Trabalhista (PL 6787/2016). Segundo Alvaro Egea, secretário-geral da CSB, presente ao encontro, a matéria que trata da terceirização ainda não foi discutida com as centrais e com a sociedade.

Na avaliação do secretário, os piores pontos do texto são a autorização para terceirizar a atividade principal e o fim da responsabilidade solidária da empresa contratante. “O projeto acaba com a estrutura sindical, provoca terrorismo”, pontuou.

Fonte: CSB

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CSB DEBATE PONTOS SENSÍVEIS DAS REFORMAS DA PREVIDÊNCIA E TRABALHISTA NO SENADO

CSB debate pontos sensíveis das reformas da Previdência e Trabalhista no Senado

Discussão ocorreu durante audiência pública na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa

O vice-presidente da CSB Flávio Werneck discutiu pontos de atenção das reformas da Previdência (PEC 287) e Trabalhista (PL 6787/2016), nesta segunda-feira (20), durante audiência pública na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado Federal, em Brasília. A sessão foi requerida pelo vice-presidente da comissão, senador Paulo Paim.

De acordo com Werneck, todos os presentes concordaram que há outras possibilidades de arrecadação que precisam ser levadas em conta antes da aprovação da Reforma da Previdência, como desonerações e revisão do desvio da Desvinculação de Receitas da União (DRU).

Na avaliação do vice-presidente, se aprovada, a nova regra da aposentadoria trará dificuldades de aposentação para todos os brasileiros “A aposentadoria não pode ser inviabilizada”, disse.

Reforma Trabalhista

Segundo o dirigente, na sessão houve grande divergência de opiniões no tema Reforma Trabalhista. Ele afirmou que a CSB está disposta a dialogar, mas segue com ressalvas.

O representante da central destacou a situação de quem está em regime “home office” (trabalho em casa). “A matéria autoriza o home office sem regramento rígido”. Ele acredita que sem acompanhamento, o trabalhador poderá exceder de forma exorbitante a jornada de trabalho.

“Há pontos da reforma que precarizam os direitos dos trabalhadores, diminuem a qualidade de vida do trabalhador”, pontuou.

Werneck afirmou que a mão de obra brasileira não é cara e que o País poderia ser mais competitivo se investisse em malha rodoferroviária, portos e aeroportos, o que iria diminuir a dificuldade de importação e exportação.

Fonte: CSB

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