Em lançamento de campanha contra acidentes de trabalho, CSB chama a atenção para casos subnotificados

Em lançamento de Campanha de Acidente de Trabalho, CSB chama a atenção para casos subnotificados

Central foi representada pelo 1º secretário de Segurança do Trabalho, Cláudio Ferreira Santos, e pelo secretário-geral, Alvaro Egea

A CSB marcou presença, nesta quarta-feira (4), no lançamento da Campanha Nacional de Prevenção de Acidentes de Trabalho (Canpat), promovida pelo Ministério do Trabalho. O objetivo do programa é chamar atenção para a prevenção de acidentes e adoecimentos que atingem trabalhadores todos os dias. A Central foi representada 1º pelo secretário de Segurança do Trabalho, Cláudio Ferreira Santos, e pelo secretário-geral, Alvaro Egea.

Em discurso, o ministro do Trabalho interino, Helton Yomura, ressaltou a importância da conscientização permanente. “Precisamos olhar para esse tema com a importância que ele merece. Ter ambientes de trabalho seguros e saudáveis é importante tanto para o trabalhador quanto para o empregador, com benefícios que alcançam todos os brasileiros, economicamente ativos ou não”, destacou.

Na avaliação do secretário de Segurança do Trabalho, atualmente, os números são alarmantes. “500 mil acidentes de trabalho por ano. Esse é um índice muito alto. Há uma polêmica se o Brasil é o quarto ou quinto lugar no índice de acidente de trabalho mundial. Estando no quinto ou no quarto, a questão é que os acidentes de trabalho no Brasil são preocupantes”, ressaltou.

Santos frisou que os números não contabilizados são os que mais preocupam. “São aqueles índices que a gente chama de subnotificados. Nós, da CSB, temos que identificar esses números mais ativamente, temos que colocar isso para a sociedade e fazer uma campanha da campanha”, afirmou. Segundo ele, para que seja possível uma apuração fiel, será necessária a colaboração dos ministérios do Trabalho, da Previdência e da Saúde.

A secretária de Inspeção do Trabalho, Maria Teresa Pacheco Jensen, endossa o posicionamento do dirigente da CSB. Para ela, as empresas tendem a não reconhecer o adoecimento por transtornos mentais e distúrbios musculoesqueléticos (LER/Dort). “Há uma subnotificação muito grande das doenças causadas pelo trabalho no Brasil. Elas representam menos de 2% das comunicações no País e 1% dos óbitos”, analisou.

De acordo com informações divulgadas no site do Ministério do Trabalho, o quantitativo de mortes em quedas com diferença de nível é expressivo. O texto afirma que “das 349.579 Comunicações de Acidentes de Trabalho (CATs) entregues ao INSS em 2017, referentes a acidentes típicos e doenças, desconsiderados os acidentes de trajeto, em 37.057 a causa envolveu quedas com diferença de nível, 10,6% do total. Esse percentual sobe, no entanto, quando contabilizados os acidentes fatais. Das 1.111 mortes causadas pelas atividades laborais, 161 foram causadas por quedas. Isso é 14,49 % do total”.

Construção da campanha
A Canpat é viabilizada pela Comissão Tripartite Permanente Paritária das Normas de Segurança do Trabalho, da qual a CSB faz parte. Cláudio Santos reivindicou a participação da bancada dos trabalhadores na construção da campanha por meio de exposição de painéis temáticos, como – por exemplo – doenças ocupacionais, mentais, aflições dos trabalhadores e assédio moral.

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